DORALINDA
DORALINDA. De uma história que li em uma crônica policial Doralinda! Linda até no nome! Negra retinta, grossos lábios, belas ancas, coração enorme! Mas, tinha por dor, ser negra. Não por complexo de cor, mas por falta de amor, por culpa de um homem. Um sujeito que, numa noite de lua cheia, depois de uma cerveja, teve comportamento disforme: Chamou-a de negra, cuspiu em seu rosto, e para aumentar o desgosto, tratou-a como coisa. Coisa ela não era! Mas dor... até no nome. Dor, à linda, o sujeito levou. Deixou-a complexada, enojada. condenada por ser bela; Dizia não saber mais o que é amar. Por isso ela flagela o coração de Antônio, que nada sabe da história! O que é isto, Antônio! Basta puxar pela memória! cidade inteira falou! “Jovem desesperada quase mata, a facadas, filho do promotor!” Sim, a linda foi assediada. Defendeu-se a unhadas, gritou até não poder mais! Mas, na noite de lua cheia, dia de futebol e novela, não havia ...