Não é sobre as loucuras de Alonso Quijano e seus moinhos. Nem sobre a lucidez louca de Sancho Pança que, irresponsavelmente, embarca em uma aventura que nem era sua; mas se torna. Muito menos sobre Dulcinea del Toboso, a sonhada! Dom Quixote diz muito sobre nós! De repente, percebemos que não há muito sentido no que vivemos e fazemos. Enchemo-nos de desejos, sonhos e possibilidades. Por que, não: edificar um sonho, verificar uma possibilidade de transformar tudo aquilo que se apresenta em nossa vida, e na vida daqueles que nos fazem companhia! Dizem que os loucos movem o mundo! Mas não aqueles comprovadamente loucos! E, sim, aqueles e aquelas que, por algum momento, se tornam. E, do nada, criam aventuras, inimigos a derrotar, desertos e florestas a desbravar, “moinhos ameaçadores”, guerras contra si mesmos, contra si mesmas! Sim, é fato que um outro louco que nos incentiva e, às vezes nos acompanha, é muito necessário. Um ou uma “sancho pança” nos é de fundamental importânci...