SOBRE O AUTOR
Sobre o Autor
Sebastião Azarias é natural da cidade de Lavras, MG. Iniciou seus estudos em uma pequena comunidade rural (Comunidade do Faria), em convívio com a natureza e com a vida simples que as pessoas ali levavam.
Teve uma infância marcada pelos ensinamentos da avó materna que o sentava em um banquinho, em um dos cantos da cozinha e lhe falava sobre a história da família, de sua ancestralidade.
A primeira professora, Dona Cidinha, lhe apresentou as primeiras cartilhas. Cartilhas, essas, que a mãe as tomou como principal ferramenta na alfabetização de Sebastian (apelido carinhoso que ganhou mais tarde na faculdade de Filosofia).
Aos sete anos, escreveu o seu primeiro poema! Um poema do dia das mães! Ali já demonstrou o seu cuidado e habilidade com as palavras. Associando-as à realidade da vida, ao seu extasiamento com o mundo.
Sua primeira infância foi praticamente solitária, fato que, talvez, tenha modulado sua intimidade com a solitude, com o prazer produtivo que os momentos de solidão podem nos trazer.
No final dos anos 70, em um surto visionário de sua mãe, deixam a comunidade rural rumo à “cidade grande”! Ali começa uma história de imensas dificuldades materiais e adaptação ao novo mundo. Foram anos de luta pela sobrevivência da família. Filho mais velho, foi obrigado a dividir o tempo entre os estudos e o cuidado com os irmãos, diante da necessidade dos pais em deixar a casa durante o dia a fim de irem trabalhar.
Mas as raízes plantadas nos primeiros anos da vida o haviam moldado. As dificuldades da vida nunca ofuscaram os seus sonhos.
No início da década de 90, ainda muito jovem, deixou Minas e rumou para Volta Redonda no Rio de Janeiro. Acontecimento que ajudou a “moldar o homem” em relação à vida e ao mundo. Passou também por São Paulo. Mas voltou à Minas, em virtude de uma doença do pai.
Sonhava com Direito; mas a amiga Silvia, que hoje reside na Espanha, o convenceu a ir para a Filosofia. “Ela viu o filósofo em mim”! (verso de um dos seus poemas). A Filosofia terminou o trabalho de construção do seu mundo. Deu-lhe a certeza de que a vida é feita de contingências e não determinismos.
Licenciou-se em Filosofia em 2002 como o melhor aluno do curso. Segundo melhor aluno de toda a Faculdade. Orador da turma. “ Ando devagar, porque já tive pressa”! Assim começou o seu discurso de formatura.
Já na Filosofia, junto com a leitura dos filósofos, redescobriu Freud. Já o havia visto, na adolescência, em um das prateleiras de um dos seus lugares preferidos : a Biblioteca Municipal da Cidade de Lavras.
Meados da segunda década dos anos 2000, na busca de superar o luto pela perda da mãe, mergulhou na psicanálise, iniciando o seu processo de análise pessoal. Da análise pessoal salta, inevitavelmente para estudo teórico, preparando-se para o ofício de psicanalista.
Em 2024 lança, pela Editora IBRAPSI, sua primeira produção literária: "Psicanálise, Poesia e Filosofia: memórias poéticas de um menino preto"! Uma autobiografia poética.
Hoje, atua como psicanalista clínico e didata, e professor de teoria psicanalítica. Nas horas vagas, meio às correrias da vida prática e existenciais, os textos filosóficos e a poesia.
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