INFÂNCIA

 

INFÂNCIA


Nas minhas mais tenras lembranças, neblinas

ofuscando algum acontecimento.

O choro por uma chupeta perdida, o sorriso por um braço estendido!

— Já não é hora de andar, menino!

Andei, e mais que deveria!

Caminhei no trem dos meus pensamentos, viajei

Por belos vales, misteriosas cidades, escuras florestas...

Em nossa imaginação não há limite para bagagens.

Não tinha mais que oito anos quando descobri a magia das palavras!

Atiradas em uma monte de folhas brancas ou coloridas, elas jamais me abandonariam!

Continuam costurando, com a agulha do tempo,

o tênue tecido da minha vida!

Modelei-me entre rabiscos e linhas nem sempre contínuas,

Há também um largo sorriso estampado em um materno rosto negro educando-me na escola da vida.

— Ainda não aprendestes a andar, menino?

Escorei-me na poesia!

A princípio, nas rimas simples que a infância me dava,

nos doces sonhos sonhados numa simples casa!

Um castelo escondido por entre uma cadeia de montanhas,

Perdida meio a um vale.

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